sexta-feira, 26 de junho de 2009



Mas sabe o que realmente me entristece nisso tudo? O fato de estarmos ficando cada vez mais órfãos de artistas... Pois é, eles também morrem... O que nos resta são as cópias das cópias das cópias das cópias.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ó CÉUS... Ó VIDA...

Mas será possível????? Todo mundo quer ser compreendido, mas ninguém quer compreender. Todo mundo quer falar, mas ninguém quer ouvir. Falha comunicativa generalizada. Grave. Muito grave... Todo mundo só quer saber de si, é uma beleza, só o meu umbigo é legal. Egocentrismo estendido pra fase adulta. Egoísmo generalizado. Grave. Muito grave. Cuidado.

... Alguém quer me compreender? Eu quero colo, alguém me dá? Só que eu não dou nada em troca, eu quero só receber agora. Cansei. Ó céus, ó vida...

segunda-feira, 22 de junho de 2009




"Só existe dois tipos de pessoas: você e o resto do mundo"

sábado, 20 de junho de 2009

Estou presa numa jaula, como comida pra peixes, uma isca bem ensanguentada que chama as piranhas. E estas por sua vez me atacam ferozmente e matam sua fome de espírito, até sentirem-se satisfeitas. Mas... Elas não se satisfazem, e me mantêm ali como que por segurança, pois sem meu sangue elas morreriam. E volta e meia, logo que sentem que precisam de um pouco mais, elas voltam a me devorar e sugar. E eu fico ali esperançosa, mas elas não conseguem encarar, elas entram e sugam somente... Não conseguem encarar...

terça-feira, 5 de maio de 2009

domingo, 26 de abril de 2009

"Dor + tempo = comédia"

Você já reparou como quando a dor vai embora nós nos esquecemos o quão dolorido foi viver com a presença dela? O quão patético e no sense nós nos tornamos, só porque doía? Você se lembra de como você era egocêntrico, egoísta e medíocre no momento da dor, no momento em que sofria? Como o mundo era pesado nas suas costas, e você era o único nele, o único que merecia alguma piedade, pois a sua dor era a maior, só porque era você quem ela perseguia??? A mente é muito esperta, ela nos faz esquecer de como nos sentimos quando sofremos, porque se lembrássemos...

quinta-feira, 2 de abril de 2009


Sem querer eu entrei aqui, conduzida por uma força desconhecida, pelo menos a nível consciente. E aqui continuei. Às vezes dou uma escapada para olhar o mundo, mas geralmente sinto-me entediada e angustiada.
Este lugar é, na maioria das vezes, escuro, porém seguro. Não há paredes, e todas as pessoas sou eu. É um tanto quanto sombrio, mas docemente atraente e acolhedor.
Tamanho é o silêncio que se pode ouvir os pensamentos. E eu te ouvi gritar em silêncio.
Às vezes te encontro aqui, desde aquela noite em que vi você na rua.
A sua beleza não condizia com a paisagem. Você era como uma estrela que escorregou do céu e caiu aqui na Terra, cujo brilho estava ofuscado pela sujeira. Mas você tem a sorte de ser lindo, só que a sua beleza é armadilha...
Te vi na rua, e me atrai pelo contraste, enxerguei a beleza e senti o cheiro fétido. Continuei caminhando...
Quando voltei você ainda estava lá, como se me esperasse sem saber.
Sabe... O tempo pode dissolver a beleza, mas o cheiro, este fica registrado. É um dispositivo que, uma vez acionado, ativa todas as sensações que uma vez provocou.
A sua beleza não me enganou, mas eu ainda sou uma mera mortal... E seguimos juntos, por pouco tempo, tempo este, quase insignificante perto do infinito, mas o suficiente para que se tornasse eterno.
Você é anjo com asas quebradas.
Perdido, solitário, confuso, e lindo...